https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/issue/feed SIG Revista de Psicanálise 2025-10-16T23:48:42-03:00 Sigmund Freud Associação Psicanalítica revista@sig.org.br Open Journal Systems <p>A SIG Revista de Psicanálise é a publicação científica da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, editada regularmente desde 2012. Nos formatos impresso e online, em duas edições anuais, publica artigos teórico e teórico-clínicos, ensaios, resenhas, traduções de artigos de autores estrangeiros e entrevistas no campo psicanalítico. Publica, ainda, textos voltados à interlocução entre a psicanálise e outros campos do saber, como filosofia, literatura, história e outras áreas ligadas ao estudo crítico da sociedade e da cultura. As propostas de publicação devem ser originais e inéditas no Brasil e serão recebidas em fluxo contínuo.</p> https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/169 A multimodalidade da linguagem na clínica psicanalítica do bebê 2025-06-15T14:26:49-03:00 Marie Nilles nillesmarie@gmail.com Dulcineia Alves dos Santos dulcineia.a.dossantos@gmail.com Erika Parlato-Oliveira eparlato@hotmail.com <p>Esta pesquisa faz se inscreve na clínica psicanalítica do bebê e explora o papel do campo tátil na construção psíquica inicial. Baseado no caso de Luca, um bebê de seis meses, que chega através de demanda espontânea, cujos pais estavam preocupados com a ausência de olhar do filho. O objetivo é questionar a forma como o toque pode se tornar um vetor de interação e conexão com o outro dentro do processo terapêutico. Nossa reflexão se baseia na teoria das pulsões de Freud (Freud, 1915) e na noção de circuito de pulsão desenvolvida em particular por Lacan (1964) e Laznik (2000), bem como na reflexão de Couvert (2018) sobre o campo tátil como campo pulsional. A microanálise de dois vídeos de sequências de sessões foi analisada usando o software ELAN, a fim de objetivar as interações motoras, táteis e visuais do bebê com sua mãe e o analista. Os resultados evidenciam uma evolução em suas interações, cada vez mais orientadas para o outro, bem como um vínculo em construção com a mãe. O estudo também destaca a importância de os profissionais ampliarem a escuta das formas de comunicação não verbal do bebê, especialmente o toque. Ao reconhecer o tátil como uma das modalidades de interação do bebê, este trabalho destaca a possibilidade de intervir junto aos bebês em sofrimento e apoiar seu processo de subjetivação em uma perspectiva de devir e não de causalidade.</p> 2025-10-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/194 La multimodalité du langage dans la clinique psychanalytique du bébé 2025-09-24T22:27:43-03:00 Marie Nilles nillesmarie@gmail.com Dulcinea Alves dos Santos dulcineia.a.dossantos@gmail.com Erika Parlato-Oliveira eparlato@hotmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Cette recherche s’inscrit dans la clinique psychanalytique du bébé et explore le rôle du champ tactile dans la construction psychique précoce. À partir du cas de Luca, un bébé de six mois, arrivant en consultation à la demande des parents, préoccupés par l’absence de regard de leur fils. L’objectif est d’interroger la manière dont le toucher peut devenir un vecteur d’interaction et de lien à l’autre au sein du processus thérapeutique. Notre réflexion s’appuie sur la théorie freudienne des pulsions (Freud, 1915) et la notion de circuit pulsionnel développée notamment par Lacan (1964) et Laznik (2000), ainsi que sur la réflexion de Couvert (2018) sur le champ tactile en tant que champ pulsionnel. La microanalyse de deux vidéos de séquences de séance ont été analysées à l’aide du logiciel ELAN, afin d’objectiver les interactions motrices, tactiles et visuelles du bébé avec sa mère et l’analyste. Les résultats mettent en évidence une évolution dans ses interactions, de plus en plus orientées vers l’autre, ainsi qu’un lien en construction avec sa mère. L’étude souligne également l’importance, pour les professionnels, d’élargir leur écoute aux formes non verbales de communication du bébé, en particulier le toucher. En reconnaissant le tactile comme l’une des modalités d’interaction du bébé, ce travail met en lumière la possibilité d’intervenir auprès des bébés en souffrance et de soutenir leur processus de subjectivation dans une perspective de devenir plutôt que la causalité.&nbsp;</span></p> 2025-10-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/192 Autismo ou psicose 2025-09-22T22:16:58-03:00 Renata Wirthmann Gonçalves Ferreira renatawirthmann@gmail.com Rosana Fantini rosanafantini@gmail.com Luciana Rodrigues Mossolin lu.rmossolin@gmail.com Francisco de Assis Xavier Neto fxnneto@yahoo.com.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo discute a distinção entre autismo e psicose na infância a partir de duas perspectivas: a psiquiátrica, com ênfase na evolução nosográfica dos manuais DSM e CID, e a psicanalítica, destacando o estatuto estrutural do autismo e seus desdobramentos clínicos. Na psiquiatria, reconstrói-se o percurso que vai da vinculação histórica do autismo às psicoses infantis (DSM-I/II; CID-6 a CID-9) à separação atual como transtorno do neurodesenvolvimento (DSM-5; CID-11). Na psicanálise, argumenta-se que autismo e psicose não formam um contínuo, mas estruturas distintas, com diferenças quanto à relação entre linguagem e corpo, presença de alucinações, temporalidade de aparecimento e vontade de imutabilidade. Conclui-se que a diferença entre esses dois diagnósticos — autismo e psicose — é condição para a direção do tratamento e para a articulação ética entre clínica, pesquisa e formação.</span></p> 2025-10-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/180 A gramática do controle e a linguagem das infâncias 2025-09-13T10:37:43-03:00 Márcio Pereira Cabral mrciocabral@gmail.com <p>O artigo propõe uma leitura psicanalítica e decolonial das violências simbólicas, afetivas e institucionais na escola, especialmente no início da escolarização. Parte de Sigmund Freud para entender o trauma como falha de simbolização, e de Sándor Ferenczi para formular a “confusão de linguagens” entre o discurso normativo do adulto e a linguagem corporal-afetiva da criança. Dialoga com Michel Foucault ao evidenciar o biopoder na pedagogia do controle e com Manfred Liebel ao afirmar as infâncias protagônicas como sujeitos de direitos, agência e participação. Com Silvia Bleichmar, mostra como o silenciamento institucional produz adaptação traumática e alimenta a medicalização precoce. Critica a centralidade de desempenho, metas e normalização, que converte sofrimento em “desvio”. Em resposta, propõe a ética do cuidado — escuta radical, vínculo e presença — como posição clínica e política capaz de sustentar o sofrimento sem apagá-lo e de transformar a escola em lugar de simbolização e reconhecimento.</p> 2025-10-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/191 A utopia construindo um horizonte possível para crianças e adolescentes no enfrentamento do racismo 2025-09-22T21:32:15-03:00 Carolina Mousquer Lima carolinamousquer@gmail.com Fernanda Dornelles Hoff fernandadh@gmail.com Gabriela Weber Itaquy gabi.itaquy@hotmail.com Luciane Susin luciane.susin@gmail.com Marisa Batista Warpechowski marisabw@gmail.com.br Marta Conte martacte@gmail.com <p>O artigo reflete sobre os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enfatizando sua importância como marco civilizatório na defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. A partir de uma perspectiva crítica e interdisciplinar, discute os desafios para a efetivação plena do ECA em meio a desigualdades históricas e estruturais, especialmente as marcadas pelo racismo, pela violência e pela exclusão social. Dados recentes revelam a persistência de violações, como mortalidade infantil evitável, violência sexual, trabalho infantil, encarceramento em massa e impactos da necropolítica sobre populações jovens, em especial negras, indígenas e periféricas. Destaca-se ainda a precarização da saúde mental infantojuvenil, a patologização da adolescência e os limites no acesso a políticas públicas integradas. Nesse contexto, propõe o fortalecimento de redes intersetoriais e políticas de proteção integral que considerem a diversidade das infâncias e adolescências, valorizando sua pluralidade e o protagonismo juvenil no presente. A análise também articula a crítica ao racismo estrutural com conceitos da psicanálise e da ética da alteridade, apontando a urgência de práticas antirracistas no campo social, educacional e clínico. O artigo conclui que a consolidação do ECA exige compromisso coletivo e permanente com a vida, a dignidade e os direitos de todas as crianças e adolescentes, em especial os grupos historicamente vulnerabilizados, indicando que a utopia da proteção integral permanece como horizonte ético e político e já está em curso.</p> 2025-11-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/193 Subjetividades contemporáneas 2025-09-23T18:56:15-03:00 María Cristina Rother Hornstein mc.rotherhornstein@gmail.com <p>El presente artículo interroga los modos contemporáneos de subjetivación a la luz de las transformaciones sociales y tecnológicas que atraviesan la adolescencia en la actualidad. A partir de la escucha clínica y de la reflexión psicoanalítica, se problematiza el impacto de la revolución tecnológica en las configuraciones identitarias y en los vínculos, marcados por una aceleración cultural sin precedentes. Frente a un escenario en el que el diálogo intergeneracional se debilita y los ideales simbólicos se reconfiguran rápidamente, el texto resalta la urgencia de evitar reduccionismos biologicistas, psicologicistas o sociologicistas, retomando el concepto freudiano de series complementarias. La clínica psicoanalítica es convocada a reposicionarse frente a nuevas formas de sufrimiento y a escuchar los ecos del malestar contemporáneo en los cuerpos y en las narrativas adolescentes. El artículo propone una reflexión abierta y crítica sobre el lugar de la identidad, del narcisismo y de los síntomas en el entrecruzamiento entre sujeto y cultura, en un tiempo en el que la subjetividad se reinventa constantemente.</p> 2025-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/142 De match em match, o amor cai nas redes 2025-05-19T21:43:01-03:00 Joana Alvares joana.alvares@fsg.edu.br Ana Julia Dierings psianadierings@gmail.com Emily Pinsetta Dalpian emilydalpian@gmail.com Laura Gabardo Baggio lauragabardobaggio@gmail.com <p>Este ensaio teórico analisa as novas configurações do amor e dos relacionamentos na era digital sob a perspectiva psicanalítica. A virtualidade transforma as interações humanas, promovendo novas formas de vínculo, mas também acentuando dinâmicas de idealização e frustração. A partir da concepção freudiana do narcisismo e do conceito de amor líquido de Bauman, discute-se como os aplicativos de relacionamento e as redes sociais reforçam uma lógica de consumo das relações, na qual o sujeito se apresenta como mercadoria em busca de validação e reconhecimento. A análise enfatiza como o espaço virtual favorece a criação de um "eu ideal" que se distancia do <em>self</em> verdadeiro, intensificando a fragilidade dos laços afetivos. A busca incessante por conexões reflete o conflito entre Eros e Thanatos, com a promessa de satisfação imediata frequentemente resultando em vazio e angústia. Autores psicanalíticos contemporâneos contribuem para a compreensão da complexidade do amor, destacando suas idealizações, expectativas e os impactos das desilusões. A Psicanálise revela que, apesar das transformações tecnológicas, a busca pelo amor continua atravessada pela incompletude do sujeito e por sua necessidade de reconhecimento. O estudo conclui que a mediação digital dos relacionamentos amplia tanto as possibilidades quanto as dificuldades do vínculo amoroso, exigindo uma nova leitura das dinâmicas psíquicas que moldam os afetos e a subjetividade na contemporaneidade.</p> 2025-09-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/141 Marcas do masoquismo originário e da passividade à luz da teoria da sedução generalizada de Laplanche 2025-02-06T21:25:33-03:00 Carla Heloisa Schwarzer psicologa.carlaschwarzer@gmail.com <div><span lang="PT-BR">A teoria da sedução generalizada proposta por Laplanche aborda a constituição do psiquismo tendo como ponto de partida a prioridade do outro adulto que no manejo do autoconservativo, nas trocas de fralda, no banho, no fazer dormir e no dar o leite encharca a cria humana de sua sexualidade inconsciente por via de mensagens enigmáticas, verbais ou não-verbais. As mensagens enigmáticas podem ter qualidade de implantação que viabiliza o processo de tradução, simbolização e construção de sentido no psiquismo do bebê e/ou de intromissão cuja característica é de violência, rigidez e imposição e submetimento. A incipiência do psiquismo do bebê ao receber a sexualidade do outro adulto coloca a cria humana em uma posição de passividade e masoquismo originário, universal a todos e constitutiva. O objetivo deste trabalho é interligar e desenvolver os conceitos teóricos e ilustrá-los através de vinhetas de um caso clínico para promoção de debate e exercício teórico clínico. Além disso, esta escrita tem a finalidade de pensar como ocorre a constituição psíquica em casos de fronteira com correntes masoquistas, de que forma as mensagens não traduzidas circulam dentro do psiquismo e, por fim, como se apresentam na atualidade da vida adulta. Compreende-se que um psiquismo invadido por mensagens sexuais enigmáticas encharcadas por violência, agressividade e traumatismos, terá obstáculos para traduzir estas mensagens e simbolizá-las, promovendo empobrecimento do Eu e um aparelho psíquico contaminado pelo intraduzível e o desligado, com maior possibilidade de repetição do que criação.</span></div> 2025-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/135 Entre mãe e filha 2025-02-03T15:15:26-03:00 Geórgia Fiori psicologa.georgiafiori@gmail.com Carolina Neumann de Barros Falcão carolina.falcao@pucrs.br <p>O presente artigo propõe-se a lançar luz sobre a temática das relações simbióticas entre mães e suas filhas meninas, compreendendo como ocorre, nesses casos, o processo de a filha tornar-se mulher. A pesquisa utiliza-se de uma metodologia qualitativa e empírica, além de uma análise audiovisual, com uma interpretação a partir da análise fílmica psicanalítica. Esse tema é discutido teoricamente a partir de cenas apresentadas nos filmes Cisne negro, Carrie, a estranha e Red: crescer é uma fera. A partir disso, conclui-se que a travessia da menina para mulher é dificultada quando há excesso de presença materna e que o caminho para se tornar mulher é singular em cada caso.</p> 2025-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/138 O lugar da escrita psicanalítica no enquadre interno do analista 2025-01-31T16:41:39-03:00 Felipe Szyszka Karasek felipe.s.karasek@gmail.com <p>O objetivo deste ensaio é articular a relação entre escrita e psicanálise, compreendendo sua dimensão ética e criativa no enquadre interno do analista. A escrita psicanalítica é analisada como um processo de inscrição que transcende o armazenamento de informações, permitindo uma vivência analítica e a criação de novos sentidos, os quais destacam a linguagem como central dos processos inconscientes. O texto propõe (i) a escrita como prática criativa e ético-reflexiva, integrando a análise pessoal do analista com a alteridade do paciente; (ii) a importância da sensibilização como abertura a novas possibilidades, rejeitando a fixação em métodos rígidos e privilegiando o movimento e a diferença e (iii) a apresentação da escrita psicanalítica como um ato ético que engendra sentido no campo analítico e cultural.</p> 2025-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/144 A mulher inteira constitui tabu 2025-02-17T16:00:32-03:00 Renata Birck renatabirck@hotmail.com <p>A partir da interrogação “Quem tem medo do desejo feminino e por quê?” e da quase-afirmação de Freud de que “a mulher inteira constitui tabu”, este artigo propõe uma revisão teórica de conceitos freudianos acerca da mulher, abordando a problemática ter/não ter falo, inveja do pênis, complexo de Édipo, a mulher como tabu, até chegar ao ponto de abertura fundamental em Análise terminável e interminável de Freud. Neste texto, interessa a teorização acerca do enigma da feminilidade como conceito que transcende a lógica fálica e a identidade “mulher”. Proponho pensar, a partir desse ponto, para além da mulher, em todos os corpos sobre os quais se projetam tabus diante da aparição da diferença, que retorna como uma ameaça e se desdobra em violência. A partir disso, o objetivo do artigo é provocar reflexões para uma psicanálise comprometida com seu tempo, situada na ética da singularidade do desejo e implicada numa posição política que contemple e respeite as diferenças.</p> 2025-09-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/197 Entrevista com Julieta Jerusalinsky 2025-10-15T23:36:44-03:00 Julieta Jerusalinsky julietajerusalinsky@gmail.com <p>A entrevista com Julieta Jerusalinsky situa a infância contemporânea a partir da clínica psicanalítica, considerando que, por estarem menos estruturadas, as crianças estão mais expostas ao sintoma social de sua época, revelando assim os rumos que vão sendo assumidos pela cultura. A infância é atravessada pelo desejo de “ser grande”, sobrepondo a ideia de crescer à de realizar ideais, ao mesmo tempo em que, inconscientemente, a transmissão entre gerações é atravessada pela expectativa de que a geração seguinte possa triunfar onde a anterior fracassou. Por isso, as crianças estão tão atentas ao futuro. Mas é preciso interrogar como se produz a relação com o futuro quando tal esperança convive com a ameaça de um projeto civilizatório que propõe um consumo desenfreado com consequências de devastação ao meio ambiente, crises climáticas causadas por negacionismos políticos e injustiças sociais que recrudescem as intolerâncias com a supressão do convívio e respeito à alteridade. As crianças estão atentas a essas questões. A pandemia de Covid-19 não só privou bebês, crianças e adolescentes de experiências estruturantes, mas também catalisou as “intoxicações eletrônicas”, impondo uma sobredeterminação algorítmica que preenche com respostas prontas as brechas temporais e espaciais desde as quais poderiam se produzir criações inventivas. A virtualidade se apresenta como um quarto registro que tem feito obstáculo aos sintomas de estrutura em seu enlaçamento dos registros Real, Simbólico e Imaginário. Como saída ética e clínica, propõe-se sustentar o brincar, as experiências compartilhadas no convívio e a conversa como modos de elaboração e da sustentação dos laços para que o sentido do viver não seja aniquilado pelo individualismo, pela competitividade e pelo imediatismo impostos por respostas prontas que suprimem as nominações que podem ser produzidas pela subversão do sujeito do desejo. </p> 2025-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/190 A tese de Víctor Guerra 2025-10-16T23:48:42-03:00 Angela Flores Becker afbecker5044@gmail.com Renata Chaves Serafini re_serafini@yahoo.com.br Tatiana Giron Cardon tagica@hotmail.com <p>O livro “Vida psíquica do bebê: a parentalidade e os processos de subjetivação”, de Víctor Guerra, é resultado de longos anos de estudos e experiência clínica com bebês. Nesta obra, o autor aprofunda conceitos psicanalíticos e apresenta suas próprias conceptualizações, além de uma ampla revisão bibliográfica de grande contribuição para o entendimento da metapsicologia da constituição do psiquismo, para os processos de subjetivação do sujeito e para a prática clínica psicanalítica com o bebê. São destacados os conceitos de intersubjetividade, ritmo, lei materna, objeto tutor e falso self motor e suas funções no processo de subjetivação — ilustrados na “grade de indicadores de intersubjetividade” desenvolvida por Guerra.</p> 2025-10-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/171 Ler o masoquismo pelo avesso 2025-08-07T09:16:19-03:00 Rafael Werner Lopes rafaelwernerlopes@hotmail.com <p>A obra <em>Gramáticas do masoquismo: escritos psicanalíticos</em>, de Sander Machado da Silva, realiza uma profunda investigação sobre o conceito de masoquismo. O percurso empreendido destaca a singularidade das propostas teóricas de Freud e Lacan sobre o tema, articulando a psicanálise, em seu exercício clínico e conceitual, com a cultura e outros campos do saber. O desenvolvimento da pesquisa também propicia uma série de desdobramentos que problematizam o estatuto da teoria e da clínica, bem como a inconclusividade que marca o fazer psicanalítico.</p> 2025-10-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/196 Editorial 2025-10-08T14:02:34-03:00 Mariana Steiger Ungaretti marianasungaretti@gmail.com <p>Chegamos ao número 27 da SIG Revista de Psicanálise. Mantemos aqui o gesto que nos movimenta: fazer da revista um lugar de interlocução entre teoria, clínica e cultura, contemplando diferentes modalidades de escrita psicanalítica — Em Pauta, Artigos, Ensaios, Resenhas e Entrevista.</p> 2025-10-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 SIG Revista de Psicanálise