https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/issue/feedSIG Revista de Psicanálise2026-03-15T15:58:05-03:00Sigmund Freud Associação Psicanalíticarevista@sig.org.brOpen Journal Systems<p>A SIG Revista de Psicanálise é a publicação científica da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, editada regularmente desde 2012. Nos formatos impresso e online, em duas edições anuais, publica artigos teórico e teórico-clínicos, ensaios, resenhas, traduções de artigos de autores estrangeiros e entrevistas no campo psicanalítico. Publica, ainda, textos voltados à interlocução entre a psicanálise e outros campos do saber, como filosofia, literatura, história e outras áreas ligadas ao estudo crítico da sociedade e da cultura. As propostas de publicação devem ser originais e inéditas no Brasil e serão recebidas em fluxo contínuo.</p>https://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/174“Do grito à palavra”2025-08-18T22:22:04-03:00Mônica Kother Macedomonicamkm@icloud.comMorgana Ieda Vanellimorganavanelli@gmail.com<p>A potência de um livro se traduz na qualidade do encontro com seus leitores. Do grito à palavra, livro publicado originalmente em 1995, marcou de forma indelével o acesso à obra de Sándor Ferenczi no Brasil, e sua nova edição é muito bem-vinda. Sua autora, Teresa Pinheiro, foi pioneira no estudo da obra de Ferenczi, e sua generosidade, competência e acuidade teórico-clínica, fios fundamentais que sustentam o espírito desta obra, seguem inspirando seus leitores a buscar a essência das ideias deste grande psicanalista. A estrutura do livro contempla aportes sobre as noções fundamentais na obra de Ferenczi, sua original teoria do trauma, considerações sobre a traumatogênese, bem como suas inovadoras contribuições à técnica psicanalítica. A leitura desta segunda edição permitirá aos antigos leitores e aos que irão realizar uma primeira leitura constatar a força e a atualidade da escrita de Teresa Pinheiro sobre um dos mais geniais psicanalistas, que segue inspirando rumos a uma psicanálise aberta à interrogação sobre a complexidade do humano.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/164A desmentida da branquitude e a implicação da psicanálise na temática do racismo no Brasil2025-06-16T15:51:20-03:00Isadora Graeff Bins Elyisadorabinsely@gmail.comJefferson Silva Krugjeffsilkrug@yahoo.com.br<p>Dada a realidade do racismo no Brasil e a escassa presença de pessoas negras nas instituições de psicanálise, este trabalho buscou investigar as implicações da psicanálise na temática das relações raciais. A partir da análise de materiais bibliográficos, os resultados foram organizados em três eixos temáticos: “O Brancocentrismo na Psicanálise”, o qual revela que o sujeito branco é utilizado como parâmetro na psicanálise; “A Desmentida da Branquitude na Psicanálise”, que expõe o não reconhecimento da realidade da branquitude e do racismo; e “A Psicanálise como Potência Antirracista”, que sustenta a psicanálise como um dispositivo possibilitador de mudança na dinâmica das relações raciais. Assim, propõe-se uma psicanálise pautada na ética da alteridade e na escuta clínica implicada e antirracista. Também se defende a utilização da psicanálise como um instrumento de desvelamento dos mecanismos inconscientes perversos que mantêm a branquitude operando, de modo a possibilitar o desmonte das estruturas sociais que perpetuam o racismo.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/199O professor tem cor?2025-11-24T15:28:18-03:00Marcos de Moura Oliveiramarcosmo@id.uff.br<p>O artigo analisa as dinâmicas de racialização presentes no ensino superior brasileiro, tomando como foco a posição do professor negro e os mecanismos simbólicos que sustentam sua exclusão e marginalização. A partir de uma leitura psicanalítica e crítica das relações raciais, o estudo discute como a construção histórica da branquitude institui um ideal normativo de comportamento, saber e aparência, que define quem é reconhecido como sujeito de conhecimento. A investigação aborda as projeções inconscientes e os mecanismos de recalcamento que sustentam o racismo estrutural, compreendendo-o como sintoma de um mal-estar civilizatório e de uma lógica de dominação de classes. O texto propõe, por fim, que a transformação desse cenário exige o reconhecimento das violências simbólicas e o deslocamento das estruturas subjetivas que produzem a inferiorização da população negra, abrindo espaço para novas formas de produção de saber e de existência no campo acadêmico.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/147Precisamos falar sobre a branquitude2025-05-26T15:52:55-03:00Carolina da Silva Pereiracarolinapsiclinica@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo refletir sobre a branquitude em articulação com a psicanálise. Para tal, parte-se de uma revisão da literatura psicanalítica e sociológica ligada à temática, problematizando as particularidades da formação social brasileira e de sua realidade social contemporânea em termos raciais. Entende-se que as discussões sobre as relações étnico-raciais no campo psicanalítico brasileiro são recentes e ainda pouco presentes, especialmente no que tange à branquitude. Concluiu-se que é fundamental que os/as psicanalistas e as instituições psicanalíticas se detenham na análise de sua branquitude, bem como de suas expressões e pactuações, com vistas a combatê-la, o que, invariavelmente, perpassa abrir mão dos privilégios simbólicos e materiais que a constituem.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/163"Você é uma mulher negra?" 2025-08-07T21:47:10-03:00Jéssica Laís Silva Antunesjessicaantunespsi@gmail.com<p>O presente trabalho discute o racismo presente na clínica psicanalítica, a partir da dinâmica transferencial entre uma analista negra e uma analisanda branca. A pesquisa recorre à dimensão histórica colonial brasileira e às diferenças fundantes no psiquismo do sujeito negro e do branco, buscando localizar desigualdades presentes na hierarquia racial e seus efeitos na clínica. Além disso, visa tensionar a branquitude psicanalítica, que mantém discussões escassas sobre racialidade e dimensão social, fruto de seu privilégio firmado no pacto narcísico.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/170Vidas apagadas pela ditadura civil-militar brasileira2025-07-21T08:53:36-03:00Gabriela Weber Itaquygabi.itaquy@hotmail.comEdson Luiz André de Sousaedsonlasousa@uol.com.brAnalice de Lima Palombinianalice.palombini@gmail.com<p>Durante a ditadura civil-militar brasileira, 434 pessoas foram mortas ou sofreram desaparecimento forçado, além dos inúmeros casos não confirmados, como o extermínio de indígenas e camponeses. O referido artigo se propõe, por meio da psicanálise, a elucidar o tempo do traumático e as possíveis formas de elaboração de um trauma individual e social através da escrita testemunhal. Assim, coletamos restos da história de uma desaparecida política, Ana Rosa Kucinski, a partir de arquivos e da obra literária de Bernardo Kucinski, <em>K: relato de uma busca</em>. Como conclusão, aponta-se para a escrita testemunhal como uma linguagem possível diante do traumático e, por consequência, uma via de transmissão através da potência da criação e do ficcional. Torna-se necessária uma longa caminhada para que haja a garantia da memória, da justiça e da efetivação dos processos de elaboração do luto pelas vítimas e familiares, e a escrita pode proporcionar a historicização e o testemunho do traumático.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálisehttps://ojs.sig.org.br/index.php/sig/article/view/115Luto impensável2025-01-14T10:15:40-03:00Verônica Guimarães Rodriguesveronicaguimaraes.psicologia@hotmail.com<p>O artigo pretende apresentar um estudo teórico, a partir do método de pesquisa em psicanálise, que aborda não somente a teoria clínica, mas um pensamento clínico acerca da ideia de um luto impensável, manifestado através da falta de significância — mais ainda, de valor simbólico e representativo — referente às perdas, fazendo com que certos indivíduos sofram de grandes angústias, além de permanecerem na vida sem um sentido de existência própria. Isso ocorre por meio de uma falha na transmissão entre gerações, estabelecida muitas vezes pelo não dito, pelo segredo, como um funcionamento psíquico de defesa diante de percepções traumatizantes. Nesse sentido, a transmissão específica do mecanismo de defesa da recusa foi identificada como fator principal que justifica a condição de um luto impedido de ser realizado, tornando o pensamento impensável, em seu estado bruto, gerador de angústias inomináveis e de uma dificuldade em elaborar perdas. Este trabalho é o reflexo de um pensamento clínico, observado a partir da experiência prática da clínica.</p>2026-03-15T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 SIG Revista de Psicanálise