A psicanálise entre herança e subversão
DOI:
https://doi.org/10.59927/sig.v15i1.211Palavras-chave:
Psicanálise, Subversão, Escuta, Sexualidade, Questão racialResumo
Esta resenha analisa o livro Psicanálise emancipada: reatando com a subversão, de Laurie Laufer, destacando sua defesa da subversão como princípio ético e metodológico da psicanálise. A autora propõe um retorno às forças críticas presentes na origem do método freudiano, especialmente à inversão de posições inaugurada nos Estudos sobre a histeria, quando a fala do paciente passa a produzir saber. A partir de textos freudianos sobre a sexualidade, Laufer questiona os efeitos normativos cristalizados na teoria e na clínica. A resenha sustenta que reatar com a subversão implica também reconhecer a dimensão política da escuta, incluindo as interpelações contemporâneas colocadas pelas experiências de sujeitos marginalizados, que convocam a psicanálise a rever seus pressupostos de neutralidade e universalidade.
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