A psicanálise entre herança e subversão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59927/sig.v15i1.211

Palavras-chave:

Psicanálise, Subversão, Escuta, Sexualidade, Questão racial

Resumo

Esta resenha analisa o livro Psicanálise emancipada: reatando com a subversão, de Laurie Laufer, destacando sua defesa da subversão como princípio ético e metodológico da psicanálise. A autora propõe um retorno às forças críticas presentes na origem do método freudiano, especialmente à inversão de posições inaugurada nos Estudos sobre a histeria, quando a fala do paciente passa a produzir saber. A partir de textos freudianos sobre a sexualidade, Laufer questiona os efeitos normativos cristalizados na teoria e na clínica. A resenha sustenta que reatar com a subversão implica também reconhecer a dimensão política da escuta, incluindo as interpelações contemporâneas colocadas pelas experiências de sujeitos marginalizados, que convocam a psicanálise a rever seus pressupostos de neutralidade e universalidade.

Biografia do Autor

Andréa Mongeló, Sig

Psicanalista, membro efetivo da Sigmund Freud Associação Psicanalítica (SIG), membro do Instituto Psicanalítico de Passo Fundo (IPPF). Organizadora com Pedro Mandelli do livro Psicanálise & Democracia (2023) e Psicanálise & Democracia, Vol. 2 (2025).

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Publicado

07-04-2026

Edição

Seção

Resenhas