Trieb and Naturalism in Freud and Nietzsche

Authors

DOI:

https://doi.org/10.59927/sig.v15i2.160

Keywords:

Freud, Nietzsche, Trieb, Naturalism

Abstract

This theoretical-conceptual research explores the convergences and divergences between the naturalistic perspectives on Trieb found in Freud’s writings from 1895, 1905, and 1915, and in Nietzsche’s works published in 1872, 1882, and 1887. To this end, a detailed analysis is conducted of Darwinian naturalism, which guided the formulation of terminology in Freud’s metapsychology, as well as Nietzsche’s anti-Darwinian naturalism, which, in a pioneering manner, underpinned the set of unconscious impulses associated with the concept of Trieb. Furthermore, differences in how each author conceives the relationship between instinct, culture, and subjectivity are examined. The dialogue between Freud and Nietzsche provides clarification regarding the scientific and philosophical roots of the German term, allowing for a broader understanding of the conceptions of “human being” and “nature” that permeated and shaped the spirit of that time, decisively fostering the emergence of psychoanalysis as an autonomous field of knowledge.

Author Biography

Ísis Lopes Zisels, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduada em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Psicologia pela UniAcademia de Juiz de Fora. Mestra em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Doutora em História e Filosofia da Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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Published

2026-07-06

Issue

Section

Articles