Vidas apagadas pela ditadura civil-militar brasileira
o traumático da violência e o tempo da escrita testemunhal
DOI:
https://doi.org/10.59927/sig.v15i1.170Palavras-chave:
Ditadura civil-militar brasileira, Psicanálise, Trauma, Escrita testemunhalResumo
Durante a ditadura civil-militar brasileira, 434 pessoas foram mortas ou sofreram desaparecimento forçado, além dos inúmeros casos não confirmados, como o extermínio de indígenas e camponeses. O referido artigo se propõe, por meio da psicanálise, a elucidar o tempo do traumático e as possíveis formas de elaboração de um trauma individual e social através da escrita testemunhal. Assim, coletamos restos da história de uma desaparecida política, Ana Rosa Kucinski, a partir de arquivos e da obra literária de Bernardo Kucinski, K: relato de uma busca. Como conclusão, aponta-se para a escrita testemunhal como uma linguagem possível diante do traumático e, por consequência, uma via de transmissão através da potência da criação e do ficcional. Torna-se necessária uma longa caminhada para que haja a garantia da memória, da justiça e da efetivação dos processos de elaboração do luto pelas vítimas e familiares, e a escrita pode proporcionar a historicização e o testemunho do traumático.
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