O terror, o estranho e o dionisíaco

aproximações estéticas entre Hoffmann, Freud e Nietzsche

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59927/sig.v15i2.198

Palavras-chave:

Filosofia, Psicanalise, Estética, Trágico, Romantismo

Resumo

O período moderno na filosofia compreende uma secção histórica que se localiza entre os séculos XVII e XX. Em seu período tardio, teve como uma de suas características o questionamento da racionalidade estrita como forma de conhecer e proporcionou o surgimento da estética como disciplina filosófica. Esse movimento ocorreu na Alemanha do século XIX e teve como mote inicial os autores do romantismo, dentre os quais se destaca Hoffmann. Tal movimento influenciou a filosofia do mesmo período e, a partir do resgate da tragédia grega enquanto poética, suscitou o trágico no âmbito da filosofia, do qual Nietzsche reconhece participar. No final do século XIX, Freud inaugura a psicanálise e propõe uma práxis clínica teorizada a partir de inúmeras referências à mitologia grega e ao romantismo alemão. O presente trabalho tem como objetivo investigar possíveis correlações entre atributos discutidos pelos três autores, o que sugere uma interlocução entre eles a partir desse contexto histórico, filosófico e estético. O terror, o estranho e o dionisíaco figuram como elementos de uma nova subjetividade, marcada pelo trágico e pela superação de um ideal clássico pautado pelo bom, belo, verdadeiro e consciente. A partir da análise das obras Os elixires do diabo, O nascimento da tragédia e O estranho, buscar-se-ão conexões e possíveis divergências entre os três autores.

Biografia do Autor

Bruno Werneck, Universidade Federal de Goiás

Psicanalista com percurso de formação pela Fazenda Freudiana de Goiânia. Especialista em Teoria da Clínica Psicanalítica (FFG/PUC-GO). Graduando em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás.

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Publicado

06-07-2026

Edição

Seção

Ensaios