O silêncio do corpo exposto

conferência sobre a alienação na cultura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59927/sig.v15i2.268

Palavras-chave:

América colonial, Arte e literatura, Corpo negro, Alienação, Sexualidade

Resumo

A conferência, realizada na 20a Jornada da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, apresenta reflexões acerca do corpo negro e dos discursos que historicamente o narram. A autora destaca os processos de objetificação e mercantilização desse corpo, supostamente destinado ao samba e ao terreiro, ao sexo e à virilidade. Examina diferentes perspectivas sobre a construção discursiva do corpo negro: de um lado, a constatação do olhar que incide sobre um grupo; de outro, um discurso produzido a partir da branquitude e de suas formas de classificação. Tais construções podem produzir modos de alienação que oferecem, paradoxalmente, algum amparo a um corpo cuja identidade se encontra fraturada. Sob essa alienação, contudo, permanece a angústia, como expressão latente da experiência de não pertencimento.

Biografia do Autor

Rosane Maria Cardoso, UNISC e UCS

Doutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente, é docente e pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC).

Referências

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1989.

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 30. ed. São Paulo: Ática, 1997.

BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. São Paulo: Ática, 1988.

CÁRDENAS, Teresa. Cartas a mi mamá. Toronto: Groundwood Group, 2006.

CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. In: CÉSAIRE, Aimé. Textos escolhidos. Trad. de Sebastião Nascimento. Rio de Janeiro: Cobogó, 2022, p. 139-175.

FREYRE, Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. São Paulo: Editora Nacional, 1979.

GONZALEZ, Lelia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: GONZALEZ, Lelia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 75-93.

HONORATO, Cláudio de Paula. Valongo, o mercado de almas da praça carioca. Curitiba: Appris, 2019.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Biopoder, Estado de exceção, política da morte. Trad. de Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018.

LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. Porto Alegre: Martins Livreiro, 2004.

O CORTIÇO. Direção: Francisco Ramalho Júnior. Rio de Janeiro: Argos Filmes do Brasil, 1978.

PERRONE-MOISÉS, Leyla. Vira e mexe, nacionalismo: paradoxos do nacionalismo literário. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

PINCERATI, Walker Douglas. Negro é o inferno! Um ensaio sobre as cores dos homens, dos demônios e dos deuses. Working Papers em Linguística, Florianópolis, v. 17, n. 2, p. 46-71, ago./dez. 2016.

REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. Porto Alegre: Zouk, 2018.

RITA BAIANA. [Ilustração “Não é automóvel mas sempre tem cachorro correndo atrás”]. Facebook, 6 jul. 2018. Disponível em: https://www.facebook.com/ritabaianaoc/posts/239512950173521/. Acesso em: 1 set. 2026.

SILVA, Douglas Rosa da. Notas sobre o nome Negro: uma tese-arco a arquear poéticas negras recentes. 2023. 271 f. Tese (Doutorado) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, 2023.

SOARES, Elza. A carne. In: SOARES, Elza. Do cóccix até o pescoço. Salvador: Maianga, 2002. 1 álbum sonoro.

ZELÃO. Lá vem o negão. Intérprete: Cravo e Canela. In: CRAVO E CANELA. Sabor de Paz. [S.I]: Continental East West, 1994. 1 CD.

Downloads

Publicado

23-10-2026

Edição

Seção

Em pauta