Entrevista com Mário Eduardo Costa Pereira
Angústia, temporalidade e os desafios da psicanálise contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.59927/sig.v15i2.270Palavras-chave:
Angústia, Temporalidade, Psicanálise, Sujeito, ContemporaneidadeResumo
Nesta entrevista, Mario Eduardo Costa Pereira discute as relações entre angústia e temporalidade no mundo contemporâneo, partindo da ideia de um “colapso da temporalidade”, no qual o futuro tende a ser vivido menos como abertura do possível e mais como horizonte de ameaça, fechamento e catástrofe. A reflexão aborda as transformações sociais, econômicas, tecnológicas e ambientais que atravessam as formas atuais de sofrimento e interroga os desafios que elas colocam à psicanálise. Ao examinar as condições históricas de constituição da própria prática psicanalítica, a entrevista discute a necessidade de uma escuta capaz de sustentar a singularidade do sujeito sem separá-la das condições históricas, políticas e culturais que participam de sua constituição. Nesse contexto, a experiência analítica é pensada como um espaço possível de elaboração do sofrimento e de reconstrução de uma temporalidade aberta ao desejo e ao futuro.
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